terça-feira, 24 de maio de 2011

Análise historiográfica sobre Tucidides


As informações sobre a vida e obra de Tucídides procede de sua própria obra, induz-se que nasceu entre 460 e 455 A.C., em Atenas. Era descendente de uma família nobre da Trácia e pertenceu a aristocracia de Atenas.
Discípulo de Anaxágoras, Tucídides foi amigo de Górgias e Protágoras, de Antífon, de Sófocles e de Eurípides.
Em 424 foi eleito um dos Estrategos, porém não obteve sucesso e por isso foi condenado ao exilio. Retornou para Atenas em 404 com a anistia, foi morto vitima de assaltantes de estradas.
O livro I contém uma introdução onde Tucídides define seus objetivos, apresenta os antecedentes do conflito, narra às ocorrências que antecederam a declaração de guerra e o discurso de Péricles incitando a luta.
Tucídides em sua obra relata a história da Guerra do Peloponeso, embora não tenha usado o termo história, a história tinha o objetivo de relatar, segundo o autor, a maior guerra de todos os tempos, fazendo uma ligação entre o passado e o futuro, deixando a obra para as futuras gerações como um exemplo moral.
“Com efeito, tratava-se do maior movimento jamais realizado pelos helenos, estendendo-se também a alguns povos bárbaros - a bem dizer à maior parte da humanidade.” (TUCIDIDES, I, I).
Podemos analisar que o autor quanto aos fatos de guerra, procura não acredita nos relatos de terceiros sem antes fazer uma investigação minuciosa sobre os detalhes.
“Quanto aos fatos da guerra, considerei meu dever relatá-los, não como apurados através de algum informante casual nem como me parecia provável, mas somente após investigar cada detalhe com o maior rigor possível, seja no caso de eventos dos quais eu mesmo participei, seja naqueles a respeito dos quais obtive informações de terceiros.”
 Tucídides, embora tenha colocado que buscaria relatar a verdade na história, deixa em alguns trechos espaços para a sua opinião, expondo essa ser a mais verídica, porém, na cita quais métodos usou para essa conclusão.
“A explicação mais verídica, apesar de menos freqüentemente alegada, é, em minha opinião, que os atenienses estavam tornando-se muito poderosos, e isto inquietava os lacedemônios, compelindo-os a recorrerem à guerra.” (TUCIDIDES, I, 23).
Ao citar a origem da cidade de Epidamnos, podemos analisar a citação de terceiros, sem demonstrar o modo de análise.
“Com o passar do tempo a cidade dos epidâmnios tornou-se grande e populosa, mas dizem que sobrevieram lutas civis por muitos anos, e em conseqüência de uma guerra com os bárbaros vizinhos ela ficou arruinada e sem grande parte de suas forças.” (TUCIDIDES, I, 24).
Nesse trecho podemos observar que o Tucídides procura a explicação da origem da frota da cidade de Córcira.
 “Esta fora a razão pela qual havia continuado a desenvolver ininterruptamente a sua frota, e era de fato poderosa, pois dispunha de cento e vinte tri remes quando a guerra começou.” (TUCIDIDES, I, 25).
No parágrafo 32 do livro I podemos observar o primeiro discurso contido na obra, quem discursa é um enviado da cidade de Córcira, com o objetivo formar uma aliança, embora o autor afirme que não lembra com exatidão os discursos inteiros, acredito que ele relatou o mais perto possível do verdadeiro.
No discurso seguinte dos Coríntios, podemos observar que o autor faz uma critica a irracionalidade dos homens em busca da vitória, onde não distinguem amigos de inimigos.
“E isso se passou numa dessas circunstâncias em que os homens, inteiramente absorvidos na perseguição de seus inimigos, esquecem tudo para pensar apenas na vitória; eles então olham como amigo quem quer que lhes preste serviços, ainda que antes fosse inimigo, e como adversário quem quer que os contrarie, mesmo que se trate de um amigo, pois sacrificam até seus interesses pessoais para satisfazerem a ânsia de vitória no momento”. (TUCIDIDES, I, 41)


Análise historiográfica.
Paragráfo 46 ao 79.


Tucidides em sua obra tem a preocupação com a verdade, ele utiliza números para parecer algo mais ciêntifico, como mostra adiante:

“Sendo dez da Eleátis, doze de Mégara, dez de Lêucade, vinte e sete da Ambrácia, uma de Anactórion e noventa de Corinto.”
(Tucídides,livro I, parágrafo 46).
Ainda no parágrafo 46, linha 13, podemos verificar sua abordagem geográfica usada por Tucidides para descrever o lugar,
“No espaço compreendido entre os dois rios se projeta o promontório Quimérion. Foi naquele ponto do continente que os coríntios desembarcaram e estabeleceram um acampamento.”
(Tucídides,livro I, parágrafo 46).
O conteúdo trágico da narrativa associa   tucidides  a uma forma caracteristica da epopéia. Ele não tem a preocupação de agradar quem esta lendo,  descreve os fatos , e diz que foi a mais importante falando dos vencedores por exemplo. Temos essa idéia presente no no seguinte trecho:

“Iam matando indistintamente, atingindo até os próprios amigos; como as duas frotas eram numerosas e cobriam uma vasta extensão do mar, não era fácil, na confusão, distinguir os vencedores e os vencidos. Com efeito, pelo número de naus este foi o combate mais importante entre frotas helênicas.”
(Tucídides,livro I, parágrafo 50).

Tucidides mostra a presença da narrativa como garantia de veracidade “ alguns as viram e gritaram”

“Os corcireus, cuja posição não era boa para observá-las, ficaram atônitos diante daquele movimento de retirada; enfim alguns as viram e gritaram que havia naus aproximando-se”.
(Tucídides,livro I, parágrafo 51).
Além da verdade, Tucidides busca causa  e acontecimento dos fatos,  e preocupado com a verdade mostra tambem o lado trágico, porém sempre destacando a gruerra como a maior  e a mais violenta, O texto mostra o sofrimento da época na guerra , violência  e muitas mortes. Vemos isso presente no parágrafo 51, linha 9.

“chegaram pouco depois de haver sido vistas abrindo caminho em meio aos cadáveres e destroços. Como já era noite fechada, os corcireus tiveram medo que fosse o inimigo, mas em seguida as reconheceram e elas ancoraram”.
(Tucídides,livro I, parágrafo 51).
Tucidides da grande importancia a escrita, porem, não caindo em anacronismos, olhando a história com olhar daquela época, daquele periodo em que ele estava vivendo, verificamos sua tentativa de provar a verdade, inclusive tentando datar fatos, quando ele fala por exemplo: duas gerações antes de alguem ou alguem filho daquele, vemos ocorrer isso no trecho seguinte:

“Comandava-os Aristeu filho de Adímantos”.
(Tucídides,livro I, parágrafo 60).

Tucídides  sempre com o comprometimento com a verdade, ele faz uma seleção de fatos significativos, no podemos perceber isso , quando ele conta o plano de Aristeu, neste trecho da obra ele  tambem mostra a estratégia usada por Aristeu.

“O plano de Aristeu era o seguinte: manteria suas próprias tropas no istmo e vigiaria a aproximação dos atenienses, enquanto os calcídios e os outros aliados de fora do istmo" e os duzentos cavalerianos de Perdicas permaneceriam em Olintos; quando os atenienses se movimentassem contra as forças de Aristeu, estas tropas apareceriam e os atacariam pela retaguarda, pondo o inimigo, desta forma, entre suas duas divisões” .
(Tucídides,livro I, parágrafo 62).

A guerra na antiguidade representava o estado normal na relação entre as cidades, e Tucídides sempre com a intenção de conduzir uma história completa, inteligível e coerente, tenta representar com clareza o que se passou, vemos isso bem presente em sua obra  (no parágrafo 63, linha 14) quando identificamos a grandiosidade dos atenienses e o número de soldados mortos.

“Após a batalha os atenienses ergueram um troféu e, mediante trégua, entregaram aos potideus os cadáveres de seus soldados. Morreram, da parte dos potideus e seus aliados, pouco menos de trezentos soldados, e só dos atenienses cerca de cento e cinqüenta, inclusive Calias, seu comandante”.

Dificilmente encontramos fontes no texto de Tucídides, ele dificilmente usa termos como: Se viu ou ouvi. Sua produção de saber era de interpretação dos sinais impíricos onde requer presença para saber a verdade, desconfiando da memória dos outros ou do “ouvi dizer”, porém na útima linha do parágrafo 67  identificamos  uma de suas fontes “assim falaram”. Logo depois começa um dos discursos de sua obra.

“Finalmente os coríntios, depois de deixar os demais exasperarem os Lacedernónios, assim falaram”:
(Tucídides,livro I, parágrafo 67).

O autor buscava transmitir as próprias palavras dos oradores porém se torna difícil um discurso fiel de tudo o que foi dito.










sábado, 7 de maio de 2011

Texto: ESCOLA METÓDICA E MATERIALISMO HISTÓRICO

ESCOLA METÓDICA E MATERIALISMO HISTÓRICO

A escola metódica tem como principal expoente, Leopold Von Ranke, um historiador alemão que nega a filosofia da história, por considerá-la subjetiva e tenta transformar a história em ciência, a separando da literatura. Primeiramente vamos ver um panorama do século XIX, nessa época as ciências naturais dominavam o âmbito acadêmico e científico, principalmente graças à criação dos métodos de pesquisas empírico-cientificos da matemática, física, química e biologia, acreditava-se que poderiam esquematizar e explicar o universo através de leis e enunciados. As ciências humanas estavam em crise de identidade, pois não podiam ser empiricamente testadas, portanto não eram ciências validas, não possuíam métodos. Com a história não foi diferente, desde séculos passados era um misto de literatura, filosofia e relatos, Ranke a fim de transformar história em ciência a adaptando as leis naturais separou-se da literatura buscando métodos ,e o encontrado foi o uso empírico dos documentos, necessariamente documentos oficiais de caráter diplomático e militar. Os documentos garantiriam a objetividade e a validade cientifica.

Por serem documentos oficiais acreditava Ranke estarem totalmente puros, sem influências ideológicas e livres de mentiras, portanto objetivos. A função do historiador seria criticar o documento externa e internamente, ou seja, verificar se o papel era o mesmo usado na época, se a escrita e termos lingüísticos condiziam com os da mesma data e assim por diante, depois o historiador apenas extrairia do documento a verdade, sem fazer qualquer questionamento dos fatos ou se posicionar quanto ao que encontra, qualquer tipo de reflexão impregnaria o documento de subjetividade. Para Ranke a história existe nos documentos inerentemente ao homem, a função do historiador seria pegar na totalidade essa historia do documento e narrar numa seqüência cronológica, assim a mesma objetividade das ciências naturais seria encontrada. O historiador não deveria tomar posição, nem fazer juízo de valor de fatos já passados, para a história metódica -assim chamada porque criou métodos que legitimavam história como ciência- a história estava morta, era passado e não influenciava o presente.

Como essa história tratava necessariamente de documentos oficiais, era uma história individual, fragmentada em grandes nomes que se interligavam em nações. No século XIX o sentimento de nação estava em formação e a história mostrando os grandes nomes do seu país, formava cidadãos patrióticos. Com esse objetivo e com técnicas já definidas que a separavam da arte, a história rapidamente se infiltrou em universidades e escolas ganhando espaço entre as ciências, ela se isola e de modo imperial quer ser a grande ciência humana.

A história tinha poder político e, era usada pelo estado, tanto na formação patriótica dos cidadãos, quanto para justificar seus inimigos, através da história se mostrava que sempre a nação X combatia com a nação Y, assim as guerras eram justificadas como naturais tanto quanto os inimigos e isso exaltava o sentido geral de nação.

Fixado os métodos e paradigmas da história cientifica ela se espalha pela França, graças a dois historiadores franceses que estudaram em universidades alemãs, Langlois e Seignobos criaram manuais introdutórios a história que se difundiram por todo o meio acadêmico francês. Na França a escola metódica ganhou um espírito iluminista, o que remetia a racionalidade e rigidez dos métodos objetivos.

Apesar de o século XIX ser dominados pelos metódicos, isso não quer dizer que inexistia outros tipos de historiadores, um exemplo disso é Michelet um historiador preocupado com as causas sociais, ele fazia a historia dos fracos, dos derrotados, dos pobres, das pessoas que não conseguiam por seus nomes na história tradicional, exclusivamente história dos políticos e grandes heróis.

Depois da primeira grande guerra mundial, o sentimento de que a ciência estava levando o homem sempre rumo ao progresso foi dilacerado, viu-se a capacidade de matar que a ciência tinha criado, isso causou um mal estar na humanidade que vai reestruturar não só a história, como todas as ciências humanas. A história marxista combate a metódica, mas a geração dos Analles é que numa batalha definitiva e feroz derrubam as duas historias “historiacizantes”.

Materialismo Histórico

KARL MARX nasceu em Treves, na Prússia, em 1818. Era fi lho de um advogado judeu convertido ao protestantismo. Foi filósofo, historiador, economista e jornalista. Deixou numerosos escritos como "Manuscritos econômicos e filosóficos", "0 18 Brumário de Luís Napoleão", "Contribuição à crítica da economia política", "0 Capital", e, em conjunto com Engels, "A Ideologia Alemã", "Manifesto Comunista", entre outros. Segundo Engels, as duas grandes descobertas cientificas de Marx foram: a concepção do materialismo histórico e a teoria da mais-valia. Ativista político fundou e dirigiu a Primeira Internacional Operária, de 1867 a 1873. Em 1843, exilou se em Paris e posteriormente em Bruxelas e em Londres, onde morreu em 1883.
FRIEDRICH ENGELS (1820/1895) era filho de um rico industrial do ramo têxtil, da Renânia. Escreveu "A situação, das classes trabalhadoras na Inglaterra", "Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico", "A origem da família, da propriedade privada e do Esta do", entre outras obras. Colaborou intensamente com Marx e foi responsável pela organização e publicação do segundo e do terceiro volumes de "0 Capital", após a morte de Marx, com base em manuscritos e notas deixados por ele.

As idéias de Karl Marx e de Friedrich Engels sofreram influência das principais correntes de pensamento de sua época, como a economia liberal inglesa de Adam Smith e David Ricardo; o socialismo utópico dos franceses Fourier e Saint Simon; a dialética (l) e o materialismo (2) dos alemães Hegel e Ludwig Feurbach.

Marx utilizou o método dialético para explicar as mudanças importantes ocorridas na história da humanidade através dos tempos. Ao estudar determinado fato histórico, ele procurava seus elementos contraditórios, buscando encontrar aquele elemento responsável pela sua transformação num novo fato, dando continuidade ao processo histórico. Marx desenvolveu uma concepção materialista da História, afirmando que o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização política e das representações intelectuais de uma época.

Assim, a base material ou econômica constitui a "infraestrutura" da sociedade, que exerce influência direta na "super-estrutura", ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época. Segundo Marx, a base material é formada por forças produtivas (que são as ferramentas, as máquinas, as técnicas, tudo aquilo que permite a produção) e por relações de produção (relações entre os que são proprietários dos meios de produção as terras, as matérias primas, as máquinas - e aqueles que possuem apenas a força de trabalho).

Ao se desenvolverem as forças produtivas trazem conflito entre os proprietários e os não-proprietários dos meios de produção. 0 conflito se resolve em fav or das forças produtivas e surgem relações de produção novas, que já haviam começado a se delinear no interior da sociedade antiga. Com isso, a super-estrutura também se modifica e abre-se possibilidade de revolução social.

No Prefácio do livro "Contribuição à crítica da economia política", Marx identificou na História, de maneira geral, os seguintes estágios de desenvolvimento das forças produtivas, ou modos de produção: o asiático (comunismo primitivo), o escravista (da Grécia e de Roma), o feudal e o burguês, o mais recente e o último baseado no antagonismo das classes porque dará lugar ao comunismo, sem classes, sem Estado e sem desigualdades sociais.

A evolução de um modo de produção para o outro ocorreu a partir do desenvolvimento das forças produtivas e da luta entre as classes sociais predominantes em cada período. Assim, o movimento da História possui uma base material, econômica e obedece a um movimento dialético. A passagem do modo de produção feudal, para o modo de produção capitalista burguês, e um exemplo claro:

"0 modo de produção feudal é o fato positivo, a afirmação mas já traz dentro de si o germe de sua própria negação: o desenvolvimento de suas forças produtivas propicia o surgimento da burguesia. À medida que estas forças produtivas se desenvolvem, elas vão negando as relações feudais de produção e introduzindo as relações capitalistas de produção. A luta entre a nobreza e a burguesia vai se acirrando; em um determinado ponto deste desenvolvimento ocorre a ruptura e aparece o terceiro elemento mais desenvolvido, que é mo do de produção capitalista. É, portanto, 5 luta entre as classes que faz mover a História.'' (SPINDEL, A. op. cit. p. 39.)

Marx e Engels começaram a formular a concepção matéria da História quando escreveram juntos "A Ideologia Alemã", em 1845/46; o materialismo histórico é, de acordo com Marx, o "fio condutor" de todos os estudos subseqüentes. Os conceitos básicos do Materialismo Histórico(3) constituem uma teoria científica da História, vista até então como uma simples narração de fatos históricos. Ele revolucionou a maneira de se interpretar a ação dos homens na História, abrindo ao conheci mento, uma nova ciência e aos homens uma nova visão filosófica do mundo: o Materialismo Dialético.

Notas:

(1) A- dialética hegelian afirma que cada conceito possui em si o seu contrário, cada afirmação, a sua negação. 0 mundo não é um conjunto de coisas prontas e acabadas, mas sim o resultado do movimento gerado pelo choque destes antagonismos e destas contradições. A afirmação traz em si o germe de sua própria negação (tese X antítese); depois de se desenvolver, esta negação entra em choque com a afirmação e este choque vai gerar um terceiro elemento mais evoluído, que Hegel chamou de "síntese" ou "negação da negação". (SPINDEL, Arnaldo. 0 que Socialismo.São Paulo, Brasiliense, 1983, p. 31.)

(2)Em seu sentido mais amplo, o materialismo afirma que tudo o que existe é apenas matéria, ou pelo menos, depende da matéria. Em sua forma mais geral, afirma que a realidade humana é essencial mente material. (Dicionário do Pensamento Marxista, ed. por Tom Bottomore, Rio de Janeiro, zahar, 1988, p. 254.) (3) Esses conceitos são: forças produtivas, relações de produção, modo de produção, meios de produção, infra-estrutura, super-estrutura, determinação em última instância pela economia, classe social, luta de classes, transição, revolução, etc.

Sites:

http://www.scribd.com/doc/7320750/As-Correntes-Filosoficas-Que-Orientam-as-Pesquisas-Em-Educacao

(Lucimar Simon)