sábado, 4 de maio de 2013

DANÇA DE SALÃO: TRAJES E SEUS DISCURSOS



Autor: André Luiz Andreola. Co-Autor: Elisiane Zvir
 

Orientador(a): Luciana Rosar Fornazari Klanovicz.


Resumo


Este trabalho deriva do projeto “Da Herança Do Tradicionalismo Gaúcho: A Dança De Salão”, que buscou mapear os motivos e influências do ponto de vista histórico, que levam as pessoas a participar de determinados grupos de dança de salão em Guarapuava/PR e como a cultura tradicional gaúcha é colocada na utilização dos trajes tradicionais, por homens e mulheres. Ao trabalhar com História e Etnografia, optamos pelo uso de cadernos de campo, observação participante e entrevistas semi-estruturadas com participantes do grupo de dança gaúcha  Orgulho Pampeano. Com este trabalho conclui-se que um dos principais motivos para a participação dos integrantes do grupo estão ligados à necessidade de lazer dos integrantes do município e não ao tradicionalismo proposto no discurso do grupo de dança. Em relação ao uso de trajes, percebeu-se que o rigor imposto por movimentos culturais tais como o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Paraná (MTG-PR) não é levado em consideração por todos, principalmente pelas mulheres. Já os homens afirmam que o uso dos trajes de acordo com as propostas  institucionalizadas da tradição gaúcha é um símbolo de “orgulho pela tradição”.

Comentários sobre ‘Tragédia e triunfo: a politica do exílio Real' de Kirsten Schultz



Kirsten Schultz é professora Ph.D. do departamento de História da Seton Hall University, é autora do livro VERSALHES TROPICAL: IMPERIO, MONARQUIA E A CORTE REAL PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO, 1808-1821. O que a autora procura apresentar no cap. 3 ‘Tragédia e triunfo: a politica do exílio Real’ é como foi aplicada a politica real no Rio de Janeiro segundo dois grupos, os exilados portugueses que vieram acompanhando a família real e os residentes do Rio de Janeiro.
A autora procura mostrar dois vieses em seu capitulo, no inicio ela procura mostrar a lamentação da corte real que veio junto com a família real, apontando sobre a viagem ocorreu, e como a contrariedade da corte real no Rio de Janeiro acarretou em uma nostalgia de Portugal e um sentimento de lealdade e patriotismo com o velho mundo. Assim os exilados procuravam ao máximo ficar informados sobre a guerra peninsular e manter ligações com a Europa. Essas informações recebidas da Europa aumentava o sentimento de lealdade e provação Nacional dos Exilados, assim os exilados procuravam resistir à ‘americanização’ e permanecer integralmente Europeu.
 Para quem já estava no Rio de Janeiro à chegada da corte real foi motivo de comemoração, acreditando ser o inicio de uma nova era e a construção de uma nova Europa na América, pois o Rio de Janeiro Passou a ser a nova central do poder monárquico. A autora procura mostra que com as trocas de informações do Rio de Janeiro com Portugal fizesse que os exiliados percebessem que o retorno parecia algo longe de acontecer, e que os remanescentes em Portugal gostariam de trocar de posições com os que estavam em exílio, essa contradição de quem estava exiliado e em Portugal, acarretou o surgimento da ideia de desenvolvimento do Rio de Janeiro para expulsar os franceses que estavam em Portugal, iniciando um projeto de prosperidade e potência, transformando Rio de Janeiro na nova Metrópole.
Enfim, a autora procura mostrar que além do sentimento Patriota dos exiliados, um esquema de vassalagem havia se formado entre os residentes do Rio de Janeiro e o príncipe regente, mostrando a aceitação dos residentes quanto ao poder monárquico do príncipe regente em um status social que aparenta uma mobilidade social dos cortesões. Assim a busca do desenvolvimento da economia, junto do que a autora coloca como ‘celebração de uma tragédia’ por parte dos residentes no que concerne a vinda da família real, fez com que houvesse várias interpretações messiânicas da vinda da Família Real, assim renovando o discurso imperial no novo mundo que agora se tornaria o Rio de Janeiro.


Referências

SCHULTZ, Kristen.Versalhes Tropical: império, monarquia e a Corte re
al portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-18021. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.


Resumo O novo Nobre de Jurandir Malerba



O autor Jurandir Malerba é professor na Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul . desde Agosto de 2008. concluiu o doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo em 1997. Pesquisador do CNPq. Áreas de interesse: Brasil, teoria e história da historiografia. É autor do livro A corte no exílio; civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência (1808-1821).
            No capitulo O novo nobre: As elites na corte fluminense de dom João, o autor procura fazer um levantamento da composição social dos individuos da corte e um enquadramento social dos que já estavam na colônia e os que acompoanharam dom João em sua viagem. O autor utiliza como uma das fontes para observar esses persongens da corte a Gazeta do Rio de Janeiro que foi inaugurada logo quando chega a família, como o autor ressalta procurou utilizar uma metodologia igual a de Lawrence Stone para obervar quais pessoas orbitavam em torno do trono, embora o autor coloca que nem todos que pediam favores ao principe regente ganharam e o tratamento diferenciado causou atitos e querelas entre os nobres que estavam em torno da familia real.
            O autor apresenta que cerca de 15 mil portugueses vieram junto com a familia e evidentemente não havia lugar para acomodar todos, o que gerou um sistema de 'aponsentadorias' no qual a corte utilizava dos melhores edifícios da cidade. O autor também apresenta a questão da manuenção financeira da casa da familia Real, que não era pouco barata, o autor apresenta vários números de despensas com criados particulares, escrivão,  camareiras, que apresentavam um descontrole nas finanças. Porém o autor apresenta dentro da cidade colocando que a nomeação de cargos de nobreza em troca de valores enários também como fonte de receita para os cofre reais.
            Este texto contribui para a formação acadêmica no sentido de observar não apenas uma história política estratificada, mas uma história social e mesmo da vida privada, que mostra as relações entre a nobreza e os que estão ao seu redor e observar as mobilidades sociais que ocorriam e poderiam ocorrer durante a após a chegada da família Real Portuguesa em 1808.

Referências
MALERBA, Jurandir.  A corte no exílio. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.