Kirsten Schultz é
professora Ph.D. do departamento de História da Seton Hall University, é autora
do livro VERSALHES TROPICAL: IMPERIO, MONARQUIA E A CORTE REAL PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO,
1808-1821. O
que a autora procura apresentar no cap. 3 ‘Tragédia e triunfo: a politica do
exílio Real’ é como foi aplicada a politica real no Rio de Janeiro segundo dois
grupos, os exilados portugueses que vieram acompanhando a família real e os
residentes do Rio de Janeiro.
A autora procura mostrar
dois vieses em seu capitulo, no inicio ela procura mostrar a lamentação da
corte real que veio junto com a família real, apontando sobre a viagem ocorreu,
e como a contrariedade da corte real no Rio de Janeiro acarretou em uma
nostalgia de Portugal e um sentimento de lealdade e patriotismo com o velho
mundo. Assim os exilados procuravam ao máximo ficar informados sobre a guerra
peninsular e manter ligações com a Europa. Essas informações recebidas da
Europa aumentava o sentimento de lealdade e provação Nacional dos Exilados,
assim os exilados procuravam resistir à ‘americanização’ e permanecer
integralmente Europeu.
Para quem já estava no Rio de Janeiro à
chegada da corte real foi motivo de comemoração, acreditando ser o inicio de
uma nova era e a construção de uma nova Europa na América, pois o Rio de
Janeiro Passou a ser a nova central do poder monárquico. A autora procura
mostra que com as trocas de informações do Rio de Janeiro com Portugal fizesse
que os exiliados percebessem que o retorno parecia algo longe de acontecer, e
que os remanescentes em Portugal gostariam de trocar de posições com os que
estavam em exílio, essa contradição de quem estava exiliado e em Portugal,
acarretou o surgimento da ideia de desenvolvimento do Rio de Janeiro para expulsar
os franceses que estavam em Portugal, iniciando um projeto de prosperidade e
potência, transformando Rio de Janeiro na nova Metrópole.
Enfim, a autora procura
mostrar que além do sentimento Patriota dos exiliados, um esquema de vassalagem
havia se formado entre os residentes do Rio de Janeiro e o príncipe regente,
mostrando a aceitação dos residentes quanto ao poder monárquico do príncipe
regente em um status social que aparenta uma mobilidade social dos cortesões.
Assim a busca do desenvolvimento da economia, junto do que a autora coloca como
‘celebração de uma tragédia’ por parte dos residentes no que concerne a vinda
da família real, fez com que houvesse várias interpretações messiânicas da
vinda da Família Real, assim renovando o discurso imperial no novo mundo que
agora se tornaria o Rio de Janeiro.
Referências
SCHULTZ, Kristen.Versalhes Tropical: império, monarquia e a Corte re
al portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-18021. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.