O
autor Jurandir Malerba é professor na Pontíficia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul . desde Agosto de 2008. concluiu o doutorado em História Social
pela Universidade de São Paulo em 1997. Pesquisador do CNPq. Áreas de
interesse: Brasil, teoria e história da historiografia. É autor do livro A
corte no exílio; civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência
(1808-1821).
No capitulo O novo nobre: As elites
na corte fluminense de dom João, o autor procura fazer um levantamento da
composição social dos individuos da corte e um enquadramento social dos que já
estavam na colônia e os que acompoanharam dom João em sua viagem. O autor
utiliza como uma das fontes para observar esses persongens da corte a Gazeta do
Rio de Janeiro que foi inaugurada logo quando chega a família, como o autor
ressalta procurou utilizar uma metodologia igual a de Lawrence Stone para
obervar quais pessoas orbitavam em torno do trono, embora o autor coloca que
nem todos que pediam favores ao principe regente ganharam e o tratamento
diferenciado causou atitos e querelas entre os nobres que estavam em torno da
familia real.
O autor apresenta que cerca de 15
mil portugueses vieram junto com a familia e evidentemente não havia lugar para
acomodar todos, o que gerou um sistema de 'aponsentadorias' no qual a corte
utilizava dos melhores edifícios da cidade. O autor também apresenta a questão
da manuenção financeira da casa da familia Real, que não era pouco barata, o
autor apresenta vários números de despensas com criados particulares, escrivão, camareiras, que apresentavam um descontrole
nas finanças. Porém o autor apresenta dentro da cidade colocando que a nomeação
de cargos de nobreza em troca de valores enários também como fonte de receita
para os cofre reais.
Este texto contribui para a formação
acadêmica no sentido de observar não apenas uma história política
estratificada, mas uma história social e mesmo da vida privada, que mostra as
relações entre a nobreza e os que estão ao seu redor e observar as mobilidades
sociais que ocorriam e poderiam ocorrer durante a após a chegada da família
Real Portuguesa em 1808.
Referências
MALERBA, Jurandir. A corte
no exílio. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
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