sábado, 4 de maio de 2013

Comentários sobre ‘Tragédia e triunfo: a politica do exílio Real' de Kirsten Schultz



Kirsten Schultz é professora Ph.D. do departamento de História da Seton Hall University, é autora do livro VERSALHES TROPICAL: IMPERIO, MONARQUIA E A CORTE REAL PORTUGUESA NO RIO DE JANEIRO, 1808-1821. O que a autora procura apresentar no cap. 3 ‘Tragédia e triunfo: a politica do exílio Real’ é como foi aplicada a politica real no Rio de Janeiro segundo dois grupos, os exilados portugueses que vieram acompanhando a família real e os residentes do Rio de Janeiro.
A autora procura mostrar dois vieses em seu capitulo, no inicio ela procura mostrar a lamentação da corte real que veio junto com a família real, apontando sobre a viagem ocorreu, e como a contrariedade da corte real no Rio de Janeiro acarretou em uma nostalgia de Portugal e um sentimento de lealdade e patriotismo com o velho mundo. Assim os exilados procuravam ao máximo ficar informados sobre a guerra peninsular e manter ligações com a Europa. Essas informações recebidas da Europa aumentava o sentimento de lealdade e provação Nacional dos Exilados, assim os exilados procuravam resistir à ‘americanização’ e permanecer integralmente Europeu.
 Para quem já estava no Rio de Janeiro à chegada da corte real foi motivo de comemoração, acreditando ser o inicio de uma nova era e a construção de uma nova Europa na América, pois o Rio de Janeiro Passou a ser a nova central do poder monárquico. A autora procura mostra que com as trocas de informações do Rio de Janeiro com Portugal fizesse que os exiliados percebessem que o retorno parecia algo longe de acontecer, e que os remanescentes em Portugal gostariam de trocar de posições com os que estavam em exílio, essa contradição de quem estava exiliado e em Portugal, acarretou o surgimento da ideia de desenvolvimento do Rio de Janeiro para expulsar os franceses que estavam em Portugal, iniciando um projeto de prosperidade e potência, transformando Rio de Janeiro na nova Metrópole.
Enfim, a autora procura mostrar que além do sentimento Patriota dos exiliados, um esquema de vassalagem havia se formado entre os residentes do Rio de Janeiro e o príncipe regente, mostrando a aceitação dos residentes quanto ao poder monárquico do príncipe regente em um status social que aparenta uma mobilidade social dos cortesões. Assim a busca do desenvolvimento da economia, junto do que a autora coloca como ‘celebração de uma tragédia’ por parte dos residentes no que concerne a vinda da família real, fez com que houvesse várias interpretações messiânicas da vinda da Família Real, assim renovando o discurso imperial no novo mundo que agora se tornaria o Rio de Janeiro.


Referências

SCHULTZ, Kristen.Versalhes Tropical: império, monarquia e a Corte re
al portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-18021. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.


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