quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um pensamento sobre o ensino de História da África

A lei 10.693 criada em 2003, que tem como objetivo a implementação do ensino da história da África no currículo escolar brasileiro vem de um debate dos anos 90 sobre a questão da multiplicidade cultural brasileira e como a mesma estava sendo refletida na educação básica.
No final do século XIX e inicio do XX a construção do conceito de Brasil e do ser ‘brasileiro’ estava ligada historicamente a uma história da Europa, sempre ligando o brasileiro a sua ‘descendência’ europeia e não levando tanto em consideração outras etnias que também foram essenciais para a construção do “Brasil”, como os indígenas e os Africanos que vieram na condição de escravo e foram utilizados como mão de obra em fazendas e açúcar e em vários lugares espalhados pelo território.
Pensando o texto de José Fernandes chamado ‘Ensino de História e diversidade cultural: desafios e possibilidades’, podemos perceber a preocupação e a discussão em torno da discussão de um ensino de história que abranja as minorias como os indígenas e os negros, elementos da formação da diversidade brasileira. Muito se pensa sobre a efetivação da lei que obriga o ensino de história da África nas escolas, e como ela ser abordada e trabalhada no ensino superior, lugar de formação de professoras para a rede publica, a historiadora Marina de Mello e Souza em uma entrevista que deu em um vídeo História da África, relatou que o problema sobre a pesquisa em história e ensino da África não reside na falta de fontes e bibliografia para o ensino, mas uma falta de preparo para se trabalhar com essas fontes e com esse conteúdo.

Fernandes pensa algumas propostas para uma tentativa de aperfeiçoamento e preparo de professores para o ensino de história da África ele propõe que cursos sobre diversidade cultural, no âmbito do ensino superior, propõem um aumento das instituições de fomento para que criem mais programas e pesquisas na área, porém, não podemos deixar de lado a nossa parte como professores, e procurar preencher essa lacuna para que possamos contribuir a uma educação que abranja diversas culturas e não reproduza mais estereótipos.

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