A lei 10.693 criada em
2003, que tem como objetivo a implementação do ensino da história da África no
currículo escolar brasileiro vem de um debate dos anos 90 sobre a questão da
multiplicidade cultural brasileira e como a mesma estava sendo refletida na
educação básica.
No final do século XIX e
inicio do XX a construção do conceito de Brasil e do ser ‘brasileiro’ estava
ligada historicamente a uma história da Europa, sempre ligando o brasileiro a
sua ‘descendência’ europeia e não levando tanto em consideração outras etnias
que também foram essenciais para a construção do “Brasil”, como os indígenas e
os Africanos que vieram na condição de escravo e foram utilizados como mão de
obra em fazendas e açúcar e em vários lugares espalhados pelo território.
Pensando o texto de José
Fernandes chamado ‘Ensino de História e diversidade cultural: desafios e possibilidades’,
podemos perceber a preocupação e a discussão em torno da discussão de um ensino
de história que abranja as minorias como os indígenas e os negros, elementos da
formação da diversidade brasileira. Muito se pensa sobre a efetivação da lei
que obriga o ensino de história da África nas escolas, e como ela ser abordada
e trabalhada no ensino superior, lugar de formação de professoras para a rede
publica, a historiadora Marina de Mello e Souza em uma entrevista que deu em um
vídeo História da África, relatou que o problema sobre a pesquisa em história e
ensino da África não reside na falta de fontes e bibliografia para o ensino,
mas uma falta de preparo para se trabalhar com essas fontes e com esse
conteúdo.
Fernandes pensa algumas
propostas para uma tentativa de aperfeiçoamento e preparo de professores para o
ensino de história da África ele propõe que cursos sobre diversidade cultural,
no âmbito do ensino superior, propõem um aumento das instituições de fomento
para que criem mais programas e pesquisas na área, porém, não podemos deixar de
lado a nossa parte como professores, e procurar preencher essa lacuna para que
possamos contribuir a uma educação que abranja diversas culturas e não
reproduza mais estereótipos.
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